"Afinal, a afeição que nutro por você é um fato."
Caio F. Abreu
"O AMOR ME MOVE: SÓ POR ELE EU FALO"
(Dante Alighieri)
segunda-feira, junho 08, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009
quarta-feira, maio 20, 2009
terça-feira, maio 19, 2009
QUANDO ELA FALA
Quando ela fala,
pareceque a voz da brisa se cala;
talvez um anjo emudece
quando ela fala.
Meu coração dolorido
as suas magoas exala.
E volta ao gozo perdido
quando ela fala.
Pudesse eu eternamente,
ao lado dela, escutai-a,
ouvir sua alma inocente
quando ela fala.
Minh'alma, já semi-morta,
conseguira ao céu alça-la,
porque o céu abre uma porta
quando ela fala.
Machado de Assis
pareceque a voz da brisa se cala;
talvez um anjo emudece
quando ela fala.
Meu coração dolorido
as suas magoas exala.
E volta ao gozo perdido
quando ela fala.
Pudesse eu eternamente,
ao lado dela, escutai-a,
ouvir sua alma inocente
quando ela fala.
Minh'alma, já semi-morta,
conseguira ao céu alça-la,
porque o céu abre uma porta
quando ela fala.
Machado de Assis
segunda-feira, maio 18, 2009
domingo, maio 17, 2009
segunda-feira, maio 11, 2009
sexta-feira, abril 24, 2009
domingo, abril 19, 2009
Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede.Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um caminho.
[Caio F. Abreu]
[Caio F. Abreu]
sábado, abril 11, 2009
sexta-feira, abril 10, 2009
domingo, abril 05, 2009
quinta-feira, abril 02, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
Convite
Por Lya Luft
Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou
mistério
A quatro mãos escrevemos este roteiro
para o palco de meu tempo:
o meu destino e eu.
Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos
a sério
Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou
mistério
A quatro mãos escrevemos este roteiro
para o palco de meu tempo:
o meu destino e eu.
Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos
a sério
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